sábado, 9 de novembro de 2013

Vem aí...

Star Wars Episódio VII já tem data de estreia: 17 de dezembro de 2015

Star Wars Episode VII

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Afinal, quem é LÉLIS PIEDADE?

Escolhi Lélis Piedade para iniciar esta série de curiosas investigações sobres os "ilustres desconhecidos" que fazem parte diariamente de nossas vidas, mas que nunca nos damos conta de quem foram ou o que fizeram estes cidadãos.
No caso deste, que dá nome a uma das principais ruas do bucólico bairro da Ribeira, na Cidade Baixa (Salvador/BA), já foi complicado pra começar... Pouca coisa encontrei sobre sua vida, apenas que foi um jornalista, que redigia para o Jornal de Notícias, de Salvador. No entanto, as minhas pesquisas me direcionaram para uma importante passagem da vida deste homem, melhor dizendo, de todos nós brasileiros, a Guerra de Canudos. Mais precisamente do pós-guerra. Acho que poucas pessoas tem noção do massacre que aconteceu em Canudos, comunidade independente que vivia sob as ideias utópicas de Antônio Conselheiro. No auge de sua glória, Canudos chegou a ter 35 mil sertanejos vivendo em seus limites. E no quarto ataque do governo federal à rebelde vila, a cidade de Conselheiro foi arrasada, nem idosos e crianças foram poupados. Mas o que já parecia cruel, ficou ainda pior. Os poucos sobreviventes, especialmente as mulheres, crianças e adultas, foram literalmente arrastadas e forçadas a trabalhar como empregadas domésticas e outras, absurdamente estupradas e largadas em zonas de prostituição. Lembrem-se que eu disse que "meninas" eram essas vítimas. Um repórter chega ao ponto de narrar para o seu jornal que encontrou um "jaguncinha com belos cabelos loiros e olhos azuis" e que a levaria para o Rio, como lembranças de Canudos. E é aí que entra o nosso personagem, que também levou sua "jaguncinha" para casa.

Sobreviventes de Canudos


Portanto, a maioria dos jornalistas da época também eram contra as atividades de Conselheiro e sua comunidade, pois, erroneamente, acreditavam que estes defendiam a volta da monarquia. As notícias eram deturpadas de tal maneira, que criaram a imagem de que os pobres e famintos sertanejos eram "inimigos da pátria". Porém Lélis Piedade, através de suas reportagens, denuncia os desmandos do exército, dos coronéis e até de médicos, que se recusavam a atender as mulheres advindas de Canudos. Assim foi criado o Comitê Patriótico da Bahia, afim de prestar assistência beneficente as estas pobres criaturas. O Comitê era dirigido por nosso personagem. Ele conseguiu, assinando vários salvo-condutos, salvar muitas dessas sofridas almas. Não sei, entretanto, se o mesmo ofereceu o tal documento para a "jaguncinha" que tirou à força da mãe, com o intuito de "protegê-la", para não cair na prostituição, segundo ele e outros colegas de profissão. Segue trecho do relatório do Comitê:

“Pelas crianças, porém, notadamente por elas, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. E pesa-nos dize-lo que grande parte dos menores reunidos pela comissão, dentre eles meninas pobres e mocinhas, se achavam em casa de quitandeiras e prostitutas. Foi, pois, para lamentar, a distribuição indevida das crianças, sendo muitas remetidas para vários pontos do Estado e para esta capital, como uma lembrança viva de Canudos ou como um presente.”

Sendo assim, eu poderia me estender com inúmeras histórias deste povo guerreiro, que lutou até o fim, sem nunca se entregar, com muita honra e coragem. Nem a ausência de Antônio Conselheiro, que morrera dias antes de doença, arrefeceu o brio destes bravos homens, que apenas queriam uma condição mais digna para viver. Nada mais que isso, prova disso é que os cadáveres dos soldados e militares, mumificados pela seca, permaneceram intactos, e ficando em seus bolsos, seus valores em dinheiro. A cidade hoje se encontra submersa por uma represa. Mas a realidade pouco mudou. A nova Canudos, município com 15 mil habitantes, é uma das cidades mais pobres da Bahia, segundo trabalho de levantamento da UNEB. Rui Barbosa escreveu sobre o genocídio, em texto pouco conhecido. Segue trecho:

"Felizes os nossos companheiros, que morreram arrostando os leões; nós acabamos às garras das hienas".

Assim encerro este texto. Até o nosso próximo personagem.

Dica: Veja o filme de Sergio Rezende, Guerra de Canudos. Assista completo no YouTube.


Liga da Justiça


sábado, 25 de maio de 2013

Acabei de ver...

...Batman: O Cavaleiro das Trevas - Partes 1 e 2




Dirigido por Jay Oliva, essas animações são adaptações para uma das melhores histórias em quadrinhos de todos os tempos, um divisor de águas, a graphic novel do genial Frank Miller, The Dark Knight Returns.
Uma obra-prima que já nasceu clássica, que agora ganha esse dois longas de animação, que não deixam a desejar em nenhum momento, ao contrário, junto com a trilogia dirigida por Christopher Nolan para o cinema, eles são o que melhor foi feito até agora sobre o atormentado e trágico Batman. Sem nenhuma hesitação, posso afirmar que, de longe, esses dois "desenhos" são infinitamente melhores que os 4 filmes dirigidos por Tim Burton e Joel Schumacher. Felizmente, a DC Comics não amenizou neste projeto. A história de um Bruce Wayne aposentado, já a 10 anos, mas que sofre com a avassaladora onda de crimes que aflige Gotham City, continua brutal e amarga. Elementos estes que influenciaram todo o mercado de HQ, que viria posteriormente, trazendo assim uma visão mais adulta e crível do universo dos super-heróis.
  

Toda a mitologia do Batman está presente. Um "novo Robin", os arqui-rivais, Duas-Caras e o Coringa, o Comissário Gordon, Selina kyle (a Mulher-Gato), o bat-móvel  (mais turbinado que nunca, influenciando os filmes de Nolan), os seus "super-amigos", o Arqueiro Verde (Oliver Queen, visto recentemente na série para a TV, Arrow) e "ele", o Superman, que junto com o homem-morcego, travam uma luta épica, totalmente plausível. No entanto, vocês irão perguntar, "o Superman contra o Batman? É covardia...". Mas lembre-se do que citei acima, Frank Miller é realmente um gênio...e ao verem o filme, irão compreender como o quadrinista (e diretor nas horas vagas, vide The Spirit, outra adaptação de uma HQ) consegue nivelar o combate. Imperdível!


Paraiso, Juarez (Thomaz Farkas, 1971)



O mestre e artista plástico Juarez Paraíso comenta, neste documentário, sobre a sua bela obra, que até então, era elemento decorativo do cinema. Tempos depois seria destruída. Mais outro crime contra nossa cultura.

Cine Jandaia



Antigo Cine Jandaia... Conhecido como o "palácio das maravilhas".
Agora só nos resta as ruínas...

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Afinal, quem é...

Acredito que eu seja minoria, mas como a curiosidade sempre foi um elemento presente na minha vida, desde a tenra idade, sempre me pergunto quem são essas pessoas, desconhecidas para a maioria da população, que tiveram a honra de ter os seus nomes batizando nossas ruas, bairros, praças, etc.
Rua Lélis Piedade
 
Vou tentar investigar e compartilhar aqui no blog um pouco da vida destes cidadãos. E pra começar, meu ponto de partida será o meu próprio bairro. Nomes como, Lélis Piedade, Julio David, João Florêncio, serão os primeiros alvos das minhas pesquisas. Espero que a leitura seja interessante para todos.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Acabei de ver...


...O ESCORPIÃO ESCARLATE - UMA AVENTURA DO ANJO, filme do diretor Ivan Cardoso, um dos mestres do subgênero "terrir", e que nos presenteou com algumas pérolas, como AS SETE VAMPIRAS e O SEGREDO DA MÚMIA. E por estas deliciosas baboseiras, Ivan se tornou cult entre os cinéfilos brazucas. E este é, na minha opinião, o melhor filme dele. A história é envolvente e nos deixa o tempo todo curiosos. Trata-se de uma homenagem aos áureos tempos das novelas de rádio, onde as aventuras do Anjo parava toda a cidade do Rio de Janeiro para acompanhar sua luta contra o crime, neste caso, mais especificamente contra o vilão Escorpião Escarlate, que insistia em querer eliminar a inconveniente jornalista Dóris. Através da imaginação da estilista de moda, Glória (a ótima Andréa Beltrão), podemos, além de ouvir o rádio, visualizar toda a trama da novela radiofônica em um bem encaixado preto & branco. E é aí que temos as melhores cenas do filme. Herson Capri, perfeito para o papel, interpreta o autor da novela narrada na rádio Nacional, ao mesmo tempo que dá corpo ao herói Anjo. Ele surge sempre para salvar a mocinha de mirabolantes armadilhas, lembrando o seriado Batman dos anos 1960, e protagonizando estilosas cenas de lutas. Para complicar mais a história, crimes misteriosos começam a acontecer na vida real e tudo indica que seja alguém imitando o famigerado Escorpião Escarlate. O roteiro é bem costurado e saboroso. Gostaria até que o Ivan Cardoso tivesse lançado "Uma aventura do Anjo 2", e quem sabe, outras sequências.

E o elenco é um show à parte. Temos nomes como Tião Macalé, Colé, o onipresente Wilson Grey, Consuelo Leandro, Ankito, Léo Jaime (dublado e fazendo o assistente do anjo, que sempre acompanhava o mesmo em suas missões, mas estranhamente desaparecia nos momentos onde havia brigas). Isso só para citar alguns. Até Roberta Close dá o ar de sua graça. E claro, que não podiam faltar as típicas e bem apreciadas cenas de nudez do cinema nacional, hoje tão criticada, que resultou agora em uma era super-careta do nosso cinema, perdendo uma de suas principais características, a sensualidade da mulher brasileira, que por sinal estavam bem representadas neste filme, com nomes como Isadora Ribeiro, Josi Campos e Suzana Matos. Quem quiser conferir, valerá a pena.
Monique Evans interpreta a vilã Madame Ming





quinta-feira, 16 de maio de 2013

Acabei de ver...



É tão gratificante quando um filme me surpreende. De maneira positiva, é claro. E ultimamente isso tem acontecido com certa frequência. O filme A BUSCA, com Wagner Moura, é um dos exemplos que posso citar. Após ver o trailer, achei que a história de um pai em busca do filho desaparecido, iria caminhar para o gênero policial, com sequestros, descidas ao submundo, etc. Mas me equivoquei completamente. Assim como esse comovente filme que acabei de ver...A ARTE DA CONQUISTA (The Art of Getting By), de Gavin Wiesen. Indicado por minha filha, iniciei minha sessão acreditando que fosse mais uma comédia despretensiosa, narrando as desventuras de um adolescente nerd em busca do seu débuts sexual. Ledo engano, o filme não deixa de ser despretensioso, mas, pra começar, nem comédia ele é, trata-se de um drama romântico, onde acompanhamos George (Freddie Highmore, visto na nova versão da Fantástica Fábrica de Chocolate), um garoto deixando a adolescência, que passa os dias solitário e envolvido em suas elucubrações sobre a vida e a morte. A convicção de que um dia irá morrer, faz com que ele não dê mais importância alguma a tudo que vem antes, ou seja, não tem amigos, mantém-se distante de sua mãe e padrasto e, sobretudo, cria um bloqueio na escola, impedindo-o de realizar qualquer tipo de atividade curricular. Seus livros didáticos se tornam suportes para os seus desenhos, que rabisca enquanto deveria estar atentos às aulas. Seu professor de artes reconhece seu talento, mas George não consegue encontrar um tema para sua obra. 

Até que surge Sally (Emma Roberts), que por gratidão por George tê-la salvo de um castigo, ao quase ser pega fumando na escola, resolve se aproximar do estranho rapaz. Então começam uma bela e improvável amizade, que embaralha ainda mais a cabecinha do nosso tímido e virgem protagonista. Prova de como nós, seres humanos, temos a incrível capacidade de complicar as coisas mais simples. Mas não há como não se deixar levar pelo seus olhares quebrados e sensíveis e se emocionar com a trajetória que a sua vida vai tomando. Mais um pouco de metragem e eu terminaria com lágrimas nos olhos. Minha sorte foi ter terminado antes disso. Minha filha, porém, deve ter recorrido aos lenços. preciso lembrar-me de perguntar sobre isso. A título de curiosidade, a filha de Steven Spielberg, interpreta Zoe, amiga de Sally.





sábado, 6 de abril de 2013

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